“Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.”
1 Coríntios 1.26-29

Descobrir-se a si mesmo é sempre o primeiro passo para quem quer chegar a algum lugar. Uma tarefa nunca terá bom êxito se quem se propõe a cumpri-la não estiver consciente de suas competências e limitações para executá-la.

Jesus, com uma grande tarefa a ser realizada, usa homens para este fim. No princípio, escolheu pessoalmente doze e investiu neles. São conhecidos como discípulos, aqueles que aprendem com um mestre. Jesus os escolheu antes que eles o escolhessem (Jo 15.16). Esse processo de seleção e chamado ocorreu em diferentes estágios.

A primeira fase foi o chamado à conversão, quando todo homem precisa primeiro de salvação. Deve­mos reconhecer Jesus como o verdadeiro Cordeiro de Deus e Senhor de tu­do e aceitá-lo pela fé (João 1.35-51).

A segunda fase é entender que há um ministério (Lucas 5). “…Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4.19). “…deixando tudo, o seguiram” (Lc 5.11).

A terceira fase é o chamado ao apostolado. Nessa ocasião, Cristo selecionou e nomeou doze homens e fez deles seus apóstolos. O próprio Senhor manteve-se bem perto deles.

Na quarta fase, depois de sua ressurreição, Jesus apareceu aos onze e os enviou ao mundo, ordenando que discipulassem as nações.

Apenas doze homens normais – perfeitamente humanos em todo os aspectos. Eram galileus, camponeses de classe baixa, e não a elite. Com padrões espirituais extremamente altos, (1Tm 3.2-7, Tt 1.6-9, Hb 13.7), ouviram como Jesus disse a todos os crentes, “Sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5.48).

Esses doze homens viraram o mundo de cabeça para baixo (At 17.6), não por terem talentos extraordinários, aptidões intelectuais singulares, poderosa influência política ou uma posição social especial, mas porque Deus operou através deles para que isso acontecesse. Não é o homem que conta, é a verdade de Deus e o poder de Deus no homem. Eram comuns como você e eu.

Ao serem escolhidos, tornaram-se os primeiros pregadores da nova aliança a quem foi confiado o evangelho. Sua influência deve-se única e exclusivamente a uma coisa: o poder da mensagem que pregaram.

Eles abandonaram tudo o que conheciam, a fim de serem treinados em uma ocupação para a qual não possuíam nenhuma aptidão natural. A princípio, simplesmente seguiram Jesus, aprendendo com seus sermões para a multidão. Depois ele os chamou a deixar tudo e segui-lo. Nos dezoito meses seguintes, tiveram o exemplo de Cristo permanentemente diante deles.

Ser discípulo é ser aprendiz. Ainda hoje Ele continua formando discípulos, pois a seara é grande e são poucos os trabalhadores. Bom mestre que é, sabe da necessidade de preparar tais pessoas.

Em 2016, nosso desafio é nos vermos como discípulos de Jesus. O ide só fará sentido para nós se realmente aprendermos com Ele. Só faz discípulo quem é discípulo. Comece este ano com o propósito de terminá-lo respondendo a seguinte pergunta: Eu sou discípulo de Jesus?

Rev. Edilson Olive Ramos

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